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A Insider, marca brasileira de roupas que cresceu vendendo pela internet, abriu em 9 de outubro de 2026 sua primeira loja física permanente, no MorumbiShopping, em São Paulo. A empresa faturou R$ 500 milhões em 2025 e estima chegar a R$ 800 milhões neste ano.

A loja tem cerca de 90 metros quadrados e custou R$ 2 milhões. A segunda unidade está marcada para 31 de outubro, no Shopping Leblon, no Rio de Janeiro.

O teste antes da loja

Antes de investir em um ponto definitivo, a Insider testou o formato com uma loja temporária no mesmo shopping, aberta em outubro de 2025. O espaço tinha 49 metros quadrados e estava previsto para durar três meses, mas ficou aberto por cerca de um ano.

A meta era vender R$ 8 mil por dia. A loja passou de R$ 20 mil, chegou a R$ 100 mil nos fins de semana e teve dias de R$ 130 mil. Nos cinco primeiros meses de 2026, o valor médio de cada compra foi 40% maior do que no site.

Além disso, quatro em cada dez clientes atendidos ali nunca tinham comprado da marca. "A pop-up mostrou muito a necessidade do cliente de sentir o produto, testar e provar", disse o cofundador Yuri Gricheno. "Tem cliente que não tem confiança de comprar no digital."

A loja nova tem quase o dobro do tamanho da temporária, mais provadores e mais espaço para as linhas masculina e feminina.

A empresa

A Insider foi fundada em 2017 por Yuri Gricheno e Carol Matsuse. O primeiro produto foi uma camiseta para usar por baixo da camisa social. A proposta da marca são peças básicas feitas com tecidos tecnológicos, que prometem, por exemplo, amassar menos e reter menos odor.

A empresa não tem fábrica própria. A produção é feita por fornecedores no Brasil, na China e no Peru. O site recebe 4,3 milhões de visitas por mês, e a marca tem cerca de 2 milhões de clientes, em mais de 50 países. A linha feminina já vende mais do que a masculina em vários meses do ano.

Os próximos passos

A Insider pode chegar a cerca de dez lojas até o fim de 2027, pagas com o caixa da própria empresa. A expansão será gradual. "Nós não temos a necessidade de abrir em todos os lugares", afirmou Gricheno.

As lojas não substituem o site, que continua sendo o principal canal de vendas. A marca também começou a vender por meio de outras varejistas. Mais de 80% das vendas de moda ainda acontecem em lojas físicas.