Este site usa cookies

Leia nossa Política de privacidade e Termos de uso para mais informações.

A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, lançou na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, o Muse Wonder, família de modelos de inteligência artificial que a empresa descreve como os mais capazes que já fez.

O Muse Wonder foi desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs, a divisão de IA da Meta, comandada por Alexandr Wang, fundador da Scale AI. O treinamento foi feito no Prometheus, centro de dados da Meta em Ohio, nos Estados Unidos. Segundo o TechCrunch, é o primeiro modelo da Meta capaz de disputar com os mais avançados do setor.

As duas versões

O lançamento tem duas versões. A mais leve, chamada apenas Muse Wonder, já pode ser usada por programadores e empresas pela API da Meta.

O preço é de US$ 4 por milhão de tokens enviados ao modelo, cerca de R$ 20, e de US$ 20 por milhão de tokens gerados por ele, cerca de R$ 100. Segundo o VentureBeat, é o mesmo preço cobrado pelo Claude Opus 5.5, da Anthropic.

A versão mais poderosa, o Muse Wonder Full, não está disponível pela API. Ela é exclusiva de quem assina o Muse Code, o assistente de programação da Meta. Segundo o VentureBeat, o acesso sai nos planos de US$ 50 por mês, cerca de R$ 250, e de US$ 200 por mês, cerca de R$ 1.000.

As duas versões entendem texto, imagem, áudio e vídeo, respondem em texto e conseguem trabalhar com cerca de 1 milhão de tokens de uma vez. A Meta destaca dois recursos: a "memória ativa", que guarda informações relevantes do usuário de uma conversa para outra, e o "foco ativo", que faz o modelo continuar perseguindo um objetivo quando a tarefa fica difícil e pedir confirmação antes de ações importantes.

Sobre as duas versões, a Meta afirmou no anúncio: "Juntos, eles marcam o próximo degrau da nossa escalada e um grande salto rumo à superinteligência pessoal".

O resultado nos testes

Na ficha técnica do modelo, a Meta comparou o Muse Wonder Full com três concorrentes em 14 testes: o GPT-6 Astra, da OpenAI, dona do ChatGPT, e o Claude Fable 5.1 e o Claude Opus 5.5, da Anthropic. Os testes medem tarefas de trabalho, como produzir peças jurídicas, analisar dados financeiros, responder a perguntas de saúde e programar.

Segundo os números da Meta, o Muse Wonder Full teve resultado melhor que o Claude Fable 5.1 em 13 dos 14 testes, melhor que o GPT-6 Astra em 11 e melhor que o Claude Opus 5.5 em 8. A comparação foi montada pela própria Meta, que usou resultados de avaliadores independentes, números divulgados pelos concorrentes e testes internos, alguns criados por ela.

A maior vantagem apareceu no trabalho jurídico: num teste que avalia peças jurídicas produzidas por agentes de IA a partir dos documentos de um caso, o Muse Wonder Full acertou 13,1% das tarefas por completo, contra 4,2% do Claude Opus 5.5. O modelo da Meta perdeu para o Opus, entre outros testes, em perguntas de saúde, em programação feita do zero e em tarefas no terminal.

O índice independente

A Artificial Analysis, empresa independente que roda os mesmos testes em centenas de modelos, deu 56 pontos ao Muse Wonder Full no seu índice geral de inteligência. O Claude Opus 5.5 lidera com 58. O GPT-6 Astra, o Claude Fable 5.1 e o Gemini 4 Argon, do Google, têm 53 cada. A versão mais simples do Muse Wonder ficou com 52.

O contexto

O lançamento vem um mês depois de a Meta estrear o Muse, seu agente pessoal de IA, em 8 de setembro de 2026. O Muse executa tarefas como mandar e-mails e reservar viagens. Em 29 de setembro, a empresa lançou uma versão do Muse para pequenos negócios nos Estados Unidos e no Canadá, gratuita com limite de uso, que se conecta a ferramentas como Shopify, Stripe e QuickBooks e às contas comerciais do Facebook e do Instagram.

Até aqui, o Muse funcionava com o Muse Spark, um modelo mais leve. Segundo a Meta, o Muse Wonder vai passar a alimentar o agente em breve, primeiro para os assinantes.

A ação da Meta subiu 3,38% no dia do lançamento e fechou a US$ 742,96.