This website uses cookies

Read our Privacy policy and Terms of use for more information.

Uma das práticas mais conhecidas da cultura da Netflix é o Keeper Test, criado para evitar que gestores mantenham pessoas no time apenas porque elas não estão indo mal.

Periodicamente, o gestor deve olhar para cada pessoa e se perguntar:

“Se essa pessoa dissesse que vai sair amanhã, eu lutaria para fazê-la ficar?”

Ou, de outra forma: “Sabendo tudo o que sei hoje, eu contrataria essa pessoa novamente?”

Se a resposta for não, a Netflix acredita que o mais justo é encerrar a relação e buscar alguém melhor para aquela posição.

A lógica é mais exigente do que uma avaliação tradicional de desempenho.

Uma pessoa pode cumprir suas tarefas, não criar problemas e ainda assim não ser alguém que o gestor faria questão de manter.

É justamente aí que o teste tenta eliminar uma zona confortável: não estar ruim não significa necessariamente estar bom o suficiente.

Isso não significa demitir alguém depois de um erro ou de um trimestre ruim. A própria Netflix diz que os gestores devem avaliar a contribuição geral da pessoa, tolerar dificuldades de curto prazo e dar feedback constantemente para que o desligamento não seja uma surpresa.

Por que importa: um time raramente perde qualidade de uma vez. A régua costuma cair aos poucos, quando pessoas que entregam o suficiente para permanecer, mas não o suficiente para elevar o nível, vão ficando por inércia. O Keeper Test combate justamente isso: obriga o gestor a avaliar se, com tudo o que sabe hoje, aquela pessoa ainda é alguém que ele escolheria para construir o time.