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A rede americana de hamburguerias Shake Shack anunciou em 7 de outubro de 2026 que vai entrar no Brasil. Quem vai operar a marca no país é a Bold Hospitality, empresa dona do Outback, e o contrato prevê a abertura de pelo menos 40 restaurantes até 2036.

A primeira loja abre em São Paulo, no primeiro semestre de 2027, em endereço ainda não definido. A Bold terá exclusividade sobre a marca no Brasil e fica responsável por pagar a abertura das lojas e por administrá-las. O presidente da operação será Mauro Guardabassi, hoje diretor de operações da Bold.

O que é a Shake Shack

A Shake Shack nasceu em 2004, em Nova York, criada pelo dono de restaurantes Danny Meyer. O negócio começou como um carrinho de cachorro-quente no parque Madison Square, montado para arrecadar dinheiro para a reforma do próprio parque.

Hoje são mais de 740 lojas, cerca de 475 nos Estados Unidos e 265 em outros países, em cidades como Londres, Tóquio, Seul e Dubai. Na América Latina, a rede está no México há sete anos e prepara a entrada no Panamá.

O formato fica entre o fast-food e o restaurante: o cliente faz o pedido no balcão, sem serviço de mesa. O principal produto é o ShackBurger, feito com carne Angus, queijo, alface, tomate e um molho da casa. No Brasil, o cardápio terá os itens tradicionais e pratos criados para o país, com ingredientes de fornecedores locais. A marca vai concorrer com hamburguerias como Madero e Cabana Burger.

Quem é a Bold

A Bold é a empresa que reúne, no Brasil, as redes Outback, Abbraccio e Aussie. Foi criada em 2025 e é controlada por um fundo da gestora Vinci Compass. A americana Bloomin' Brands, dona do Outback no mundo, ficou como sócia minoritária.

A empresa deve terminar 2026 com 217 restaurantes, 200 deles do Outback, em 22 estados e no Distrito Federal. Neste ano foram 13 inaugurações, e a previsão de faturamento é de R$ 3,5 bilhões.

Uma negociação de oito anos

As conversas entre as duas empresas começaram em 2018 e foram interrompidas em 2020, com a pandemia. Voltaram em 2025, depois da entrada da Vinci no negócio.

Naquele ano, a Shake Shack ouviu 4 mil consumidores brasileiros. Segundo a empresa, a marca foi lembrada por eles em nível parecido ao de redes que estão no país há décadas. "O Brasil sempre se destacou como um dos mercados mais pedidos pelos nossos clientes", disse Michael Kark, responsável pela expansão internacional da rede.

O presidente da Bold, Pierre Berenstein, afirmou ao Brazil Journal que vê espaço para "centenas de lojas" nos próximos anos. O mercado brasileiro de hambúrgueres movimenta quase R$ 40 bilhões por ano e cresce entre 5% e 7% ao ano, segundo a Vinci.