A Smart Fit, maior rede de academias da América Latina, anunciou em 5 de outubro de 2026 um contrato para comprar até 20% do Buddha Spa, a maior rede de spas do Brasil, por até R$ 32 milhões. O acordo dá ainda à Smart Fit o direito de comprar mais 10% depois, o que levaria sua participação a até 30%.
O tamanho final da fatia e o valor pago dependem de condições comerciais previstas no contrato. O negócio, que ainda precisa ser concluído, inclui a compra de ações dos sócios atuais e a emissão de novas ações, o que coloca dinheiro novo na empresa. Pelos termos anunciados, o Buddha Spa inteiro foi avaliado em R$ 160 milhões.
Quem é o Buddha Spa
O Buddha Spa foi fundado em 2001 e tem 149 unidades em 12 estados, 96% delas franqueadas. A rede oferece massagens, pacotes de day spa, que são programas de meio período ou de um dia inteiro, e tratamentos faciais e estéticos.
A empresa faturou R$ 150 milhões em 2024 e, segundo ela, cresceu 36% em 2025. Os executivos atuais continuam no comando.
O dinheiro da Smart Fit vai ajudar a pagar a expansão para fora do Brasil. A primeira unidade internacional abre em dezembro, em Santiago, no Chile. Depois devem vir Paraguai, Argentina, Colômbia e Peru. A meta é chegar a cerca de 100 unidades na América Latina em cinco anos.
"A entrada da Smart Fit traz sócios e um time com amplo know-how de como escalar negócios na América Latina", disse o presidente do Buddha Spa, Gustavo Albanesi.
O interesse da Smart Fit
A Smart Fit tem mais de 2.200 academias em 16 países. Para uma empresa desse porte, R$ 32 milhões é pouco, e os analistas que acompanham a companhia olham para outro ponto do negócio: o TotalPass.
O TotalPass é o benefício que a Smart Fit vende a empresas. O funcionário paga uma mensalidade e pode frequentar academias, estúdios e outros serviços parceiros. Ele concorre com o Wellhub, antigo Gympass, e quanto mais opções oferece, mais atraente fica para as empresas que o contratam.
O Buddha Spa hoje aceita os dois. Para a XP, a rede pode passar a ser exclusiva do TotalPass, como aconteceu com a Velocity, rede de estúdios de bicicleta que a Smart Fit comprou em 2024. O banco considera o desembolso financeiramente irrelevante para a companhia.
O Citi tem leitura parecida. "Acreditamos que o valor estratégico pode ir além do retorno financeiro do investimento", escreveram os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein. A Smart Fit não anunciou nenhum acordo de exclusividade.
Fontes: InfoMoney · Bloomberg Línea · InfoMoney, analistas
