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A Tia Sônia, fabricante de granolas de Vitória da Conquista, na Bahia, lançou a Ultra B, sua marca de suplementos alimentares. A linha chega às lojas com cinco produtos, entre eles creatina e barras com até 15 gramas de proteína. Para 2027, está prevista uma proteína em pó.

A empresa faturou R$ 115,7 milhões em 2025 e projeta R$ 133 milhões em 2026, somando todas as linhas, segundo o fundador, Marcos Fenício. A expectativa é que os suplementos respondam por 8% da receita em 2027.

A aposta no supermercado

Suplementos costumam ser vendidos em farmácias, lojas de produtos naturais e lojas de artigos esportivos. A Tia Sônia vai por outro caminho e pretende vender a Ultra B principalmente em supermercados, que já são cerca de 85% dos seus clientes.

O lançamento começa pela Bahia, com participação em corridas de rua, degustações e contato com nutricionistas. O alvo são as cidades médias do interior da Bahia, de Minas Gerais e do Nordeste, onde há menos opções de suplementos nas prateleiras. "Nos grandes centros, a suplementação já está muito desenvolvida nos supermercados", disse Fenício.

Outro argumento da empresa é o sabor. "Quando os suplementos surgiram, eram horrorosos", afirmou o fundador.

De onde vem o nome

A inspiração para a marca veio de Beto, irmão de Fenício, triatleta que já completou mais de 40 provas de Ironman, competição que reúne natação, ciclismo e corrida em longas distâncias. Há cerca de quatro anos, ele sofreu dois acidentes vasculares cerebrais e se recuperou. "Ele é um cara ultra", disse Fenício. A identidade visual dos produtos é inspirada nos números de peito usados pelos atletas nas provas.

A história da empresa

A Tia Sônia foi fundada em 1995 e leva o nome de Sônia Lopes Dias, mãe do fundador. Naquele ano, ela preparou uma granola caseira, com tapioca, coco e castanhas, para o filho levar em uma viagem a Machu Picchu, no Peru. Ele carregou cerca de 6 quilos e dividiu com os amigos.

De volta, Fenício começou o negócio com R$ 40 emprestados pela mãe. A produção era feita na garagem da família, e as primeiras vendas foram para lojas de produtos naturais. A primeira fábrica própria abriu em 1998.

Hoje, a empresa produz cerca de 300 toneladas de granola por mês e tem mais de 80 produtos, entre barras, biscoitos, cereais e cafés. Mantém centros de distribuição em Salvador, no Recife e em São Paulo.

Fontes: Exame